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Associação dos Escrivães de Polícia de São Paulo celebra 65 anos de história, união e compromisso com a Justiça

65 anos AEPESP

Em encontro marcado pelo reconhecimento profissional e pela valorização da memória institucional, lideranças destacam a importância dos escrivães para a segurança pública e discutem propostas de sustentabilidade, do lugar da mulher, governança e preservação histórica.

Por Mestre Kalunga — Adenilson Correia | Jornalista MTB 51003 – DRT/SP

A história de uma instituição não se mede apenas pelos anos de sua existência, mas pelas pessoas que ajudaram a construí-la, pelos desafios enfrentados e pelo legado deixado à sociedade.

Foi nesse espírito de reconhecimento, união e gratidão que a Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo (AEPESP) celebrou, em 5 de novembro de 2026, seus 65 anos de trajetória, em uma comemoração que reuniu representantes da categoria, lideranças associativas, profissionais da comunicação e convidados.

Fundada em 5 de outubro de 1961, a entidade atravessou diferentes períodos da história brasileira, acompanhando transformações políticas, administrativas, jurídicas e tecnológicas que modificaram profundamente o trabalho policial.

Sob a presidência do Dr. Renato Del Mora, a celebração representou uma oportunidade de reconhecer aqueles que dedicam suas vidas a uma função essencial para o funcionamento da Polícia Civil e para a garantia dos direitos da população.

Uma profissão essencial para a Justiça e a segurança pública

Quando a sociedade pensa no trabalho policial, frequentemente se lembra das investigações, das operações e das prisões. Entretanto, existe uma atividade fundamental que nem sempre recebe a visibilidade merecida: o trabalho dos escrivães de polícia.

São esses profissionais que atuam na formalização e organização de procedimentos policiais, na documentação de depoimentos, no registro de informações e na preservação de elementos documentais necessários ao andamento das investigações.

Seu trabalho contribui diretamente para a segurança jurídica, a rastreabilidade dos procedimentos e a proteção dos direitos de todos os envolvidos.

Um documento corretamente elaborado, uma informação adequadamente registrada e um procedimento conduzido com responsabilidade podem fazer diferença na busca pela verdade e na efetividade da Justiça.

Valorizar o escrivão de polícia é reconhecer que a segurança pública também depende da qualidade dos registros, da responsabilidade administrativa e do respeito à legalidade.

Lideranças reunidas fortalecem o diálogo institucional

A celebração dos 65 anos da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo (AEPESP) reuniu representantes da segurança pública, do associativismo e da articulação política, reforçando a importância da união entre as categorias.

Entre as lideranças destacaram-se Darcio Sousa, presidente da Associação Nacional dos Policiais Penais (ANPPEN); Dr. Fernando Marietto Magalhães, presidente da Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (AIPESP); Rodomil Francisco de Oliveira, presidente da IPA-SP, homenageado durante a solenidade; e Alan Montoro, presidente nacional da ACAAPESP.  Também merece reconhecimento Sérgio Osicran, conhecido como Jornalista do Povo, fundador e idealizador da ACAAPESP e atuante na articulação política paulista. 

A comemoração, conduzida pelo presidente Dr. Renato Del Moura, com o apoio de sua esposa, Simone Del Mora, e da diretoria, homenageou ainda os ex-presidentes Jarim, Oscar e Horácio, reconhecendo suas contribuições à história da instituição.

O encontro evidenciou a importância da cooperação institucional, da valorização profissional e do fortalecimento das entidades representativas na construção de uma segurança pública mais eficiente, humana e comprometida com a sociedade.

O diálogo entre associações também abre espaço para discussões sobre qualificação profissional, saúde ocupacional, modernização administrativa, valorização das carreiras e melhores condições de trabalho.

Renato Del Mora e a importância da continuidade institucional 

O presidente da AEPESP, Dr. Renato Del Mora, recebeu homenagens durante a celebração, em um momento que destacou a importância da liderança associativa e da continuidade de uma história construída por diferentes gerações.

Presidir uma entidade com mais de seis décadas de existência significa lidar com responsabilidades que ultrapassam o presente.

É necessário preservar conquistas, compreender as transformações da profissão, manter canais de diálogo com o poder público e contribuir para que as futuras gerações encontrem uma instituição organizada e representativa.

Os 65 anos da associação oferecem, portanto, uma oportunidade de refletir não apenas sobre o passado, mas também sobre os próximos capítulos de sua história.

Risoleta Estrela

Risoleta Estrela dos Santos: coragem, ameaças e o protagonismo feminino na Polícia Civil

Um dos momentos marcantes da celebração dos 65 anos da AEPESP foi o depoimento de Maria Risoleta Estrela dos Santos, escrivã de Polícia Civil aposentada e integrante do Conselho Deliberativo da International Police Association (IPA), Seção São Paulo.

Durante sua palestra, Risoleta destacou a importância da autonomia e do protagonismo feminino, afirmando: “O lugar da mulher é onde ela quiser e escolher estar.” 

Em entrevista à jornalista Cleu Santos, apresentadora do programa de TV Linkando Negócios, Risoleta foi questionada sobre os riscos enfrentados pelos escrivães no exercício da profissão. Ao recordar uma situação de ameaça durante uma atuação policial, relatou que um indivíduo tentou intimidá-la, dizendo: “Sei onde você mora, sei a hora que você sai e vou te pegar.”

Sem se deixar intimidar, Risoleta respondeu com firmeza: “Fica tranquilo, só me pega se seu dedo for mais rápido do que o meu”, recordando sua reação diante da ameaça.

O episódio evidencia uma realidade muitas vezes desconhecida pela sociedade: os escrivães também estão expostos a situações de tensão, intimidação e riscos que podem ultrapassar os limites do ambiente profissional e atingir sua segurança pessoal e familiar.

Sua trajetória representa a força de mulheres que conquistaram espaço em uma profissão historicamente marcada pela presença masculina, demonstrando que competência, coragem e liderança não têm gênero.  Link da entrevista com a pastora Katia

O depoimento reforça a necessidade de valorização dos profissionais da segurança pública, com atenção à proteção institucional, à saúde emocional e ao reconhecimento das mulheres que ajudaram a construir a história da Polícia Civil paulista. 

Cleu Santos propõe preservar a memória dos escrivães e criar um museu

Um dos pontos de reflexão apresentados durante o encontro veio da jornalista, empresária, Diplomata Civil Internacional pela Jehtro International e apresentadora de televisão Cleu Santos, do Programa Linkando Negócios, exibido pela TV Aberta de São Paulo quarta as 20h no canal 9 da NET/8 VIVO e pela COMBRASIL TV sábado as 13h pela sky. 

Durante sua participação, Cleu sugeriu que a associação desenvolva um projeto permanente de preservação da memória institucional, reunindo documentos, fotografias, depoimentos, objetos históricos e registros de profissionais que participaram da construção da entidade.

A proposta inclui a possibilidade de criação de um Museu da História dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, que poderia reunir um acervo físico e digital, acessível a pesquisadores, estudantes, profissionais da segurança pública e à sociedade.

A iniciativa permitiria contar não apenas a história da associação, mas também a evolução do trabalho dos escrivães ao longo das décadas.Entre os materiais que poderiam integrar o projeto estão antigos livros de registros, máquinas de escrever, fotografias de diretorias, documentos históricos autorizados para exposição, uniformes e objetos representativos da profissão.

Também poderiam ser realizadas entrevistas com profissionais aposentados e familiares de antigos dirigentes, construindo um importante acervo de memória oral.

A proposta apresentada por Cleu Santos chama atenção para uma questão fundamental: uma instituição que preserva sua história fortalece sua identidade e oferece às futuras gerações a oportunidade de compreender o valor de sua trajetória.

A criação do museu dependeria de estudos de viabilidade, recursos e cuidados com a proteção de dados, documentos sigilosos e direitos de imagem.

ESG na segurança pública: responsabilidade que vai além do meio ambiente

Outro tema de grande relevância para instituições públicas e associativas é a aplicação dos princípios ESG — sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança.Embora frequentemente associados ao universo empresarial, esses princípios também podem contribuir para a modernização das entidades representativas e para o fortalecimento da confiança da sociedade.

No aspecto ambiental, a digitalização responsável de documentos, a redução do desperdício de materiais, a eficiência energética e a destinação adequada de equipamentos podem contribuir para práticas mais sustentáveis.

Na dimensão social, destacam-se a valorização dos profissionais, a saúde mental, a prevenção do adoecimento ocupacional, a capacitação contínua, a inclusão e a melhoria das condições de trabalho.

Na governança, a transparência administrativa, a prestação de contas, a proteção de dados, a ética e a participação dos associados representam elementos essenciais para a credibilidade institucional.

No caso da AEPESP, uma agenda ESG poderia incluir projetos de formação, parcerias educacionais, preservação da memória, indicadores de impacto social e ações voltadas à qualidade de vida dos escrivães e de seus familiares.

A sustentabilidade institucional não se resume à preservação ambiental. Ela também envolve a capacidade de uma organização cuidar das pessoas, administrar seus recursos com responsabilidade e construir um legado duradouro.

Tecnologia, inteligência artificial e os desafios da profissão

O avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial representa uma nova etapa para a atividade policial.

Ferramentas de organização documental, transcrição, pesquisa e gestão de informações podem contribuir para a eficiência administrativa, desde que utilizadas com supervisão humana, segurança da informação e respeito à legislação.

Entretanto, nenhuma tecnologia substitui a responsabilidade profissional, o conhecimento jurídico, a análise criteriosa e o compromisso ético de quem atua na formalização dos procedimentos policiais. Por isso, a modernização precisa caminhar ao lado da capacitação contínua e da valorização dos servidores.

A associação pode desempenhar papel importante nesse processo, promovendo debates, cursos e parcerias que preparem seus associados para os desafios tecnológicos das próximas décadas.

Valorização profissional também é uma questão de interesse público 

Reconhecer a importância dos escrivães de polícia significa compreender que a qualidade dos serviços prestados à população depende de profissionais preparados, respeitados e amparados por condições adequadas de trabalho. 

O fortalecimento da categoria envolve discussões sobre estrutura administrativa, dimensionamento de equipes, formação continuada, saúde física e emocional, reconhecimento profissional e participação nas decisões que afetam suas atividades. 

Essas questões não devem ser tratadas apenas como reivindicações corporativas, mas também como parte de uma agenda de melhoria da administração pública. 

Investir nas pessoas que sustentam o funcionamento das instituições é investir na qualidade dos serviços oferecidos à sociedade. 

Mestre Kalunga destaca a união e o reconhecimento aos profissionais 

Presente na comemoração, o jornalista Adenilson Correia, conhecido como Mestre Kalunga, registrou momentos da celebração e destacou a importância de homenagear os profissionais que dedicam suas trajetórias à segurança pública. 

A ocasião também foi marcada pelo reconhecimento ao presidente Renato Del Mora e pela convivência com lideranças de outras associações, entre elas o presidente da ANPPEN, Darcio Sousa. 

Para Mestre Kalunga, a comemoração representa uma oportunidade de dar visibilidade a uma categoria cujo trabalho, muitas vezes realizado longe dos holofotes, possui grande relevância para a sociedade. 

Mais do que celebrar uma data, é necessário reconhecer o valor humano e profissional daqueles que contribuíram para construir a história da entidade.

65 anos de história e um compromisso com o futuro 

Ao completar 65 anos, a Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo reafirma a importância de sua trajetória e encontra uma oportunidade de projetar o futuro. 

A preservação da memória institucional, a criação de um museu, o fortalecimento das parcerias, a modernização tecnológica e a incorporação de práticas ESG são caminhos que podem ampliar sua contribuição social. 

A história construída desde 1961 pertence aos profissionais que participaram dessa caminhada e merece ser preservada com responsabilidade e respeito. 

Que os próximos anos sejam marcados pela união, pelo diálogo, pela valorização profissional e pela construção de novas conquistas.

Aos escrivães de polícia do Estado de São Paulo, o reconhecimento por sua contribuição diária à Justiça e à segurança pública. 

**Parabéns à AEPESP pelos seus 65 anos de história!** --- 

Mestre Kalunga — Adenilson Correia
Jornalista profissional — MTB 51003 | DRT/SP 
Artigo especial para o Portal Linkando Negócios

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